João Lourenço apela à união contra o terrorismo em África

O Presidente da República, João Lourenço, apelou nesta segunda-feira, 10, em Addis Abeba, Etiópia, para a união de esforços, entre os Estados africanos, a fim de se estancar as acções terroristas, nas regiões do Sahell e do Corno de África.

João Lourenço apela à união contra o terrorismo em África

Em África, as acções terroristas acontecem com grande frequência em regiões como Sahell (Senegal, Mauritânia, Mali, Burkina Faso, Níger, Nigéria e Tchad) e no Corno de África (Etiópia, Eritreia, Somália e Djibuti).

 


Em declarações à imprensa, o Presidente João Lourenço indicou que, se não se tomarem medidas apropriadas, tal fenómeno pode alastrar-se para o resto do continente.

 


Informou que, dada a dimensão da situação, foi proposta a realização de uma cimeira extraordinária, que terá como ponto único encontrar soluções para fazer frente ao terrorismo crescente nas referidas regiões.

 


“Esta cimeira é para breve e esperamos que aconteça o mais rápido possível. As datas exactas ainda não estão negociadas, mas acreditamos que, em pouco mais de um mês se pode fazer essa cimeira”, observou.

 


Lembrou que, se em algumas décadas se erradicou o regime do Apartheid do continente, um outro desafio de segurança (terrorismo) surgiu, pelo que é necessária a tomada de medidas efectivas para se estancar o fenómeno.

 


Em relação à Cimeira da UA, o Estadista angolano disse que se conseguiu alcançar o objectivo de sensibilizar o continente e o mundo, da necessidade do calar das armas em África.

 


“Regresso satisfeito, porque conseguimos alcançar esse objectivo, mas, na verdade, precisamos de trabalhar para tornar isso uma realidade nos próximos anos”, vincou.

 


O Presidente afirmou que sai da Cimeira da UA com a convicção de que é necessário fazer muito mais, para se alcançar a paz no continente.

 


No quadro da criação da Zona de Livre Comércio no continente, segundo João Lourenço, o comércio e a economia, de uma forma geral, só poderão ter êxitos se os países viverem em paz. “Sem paz não há desenvolvimento”.

 


Angop